August Rush, 2008 (O Som do Coração)
“I believe in music the way that some people believe in fairy tales..”
O roqueiro Louis (Jonathan Rhys Meyers aka DEUS!) e a violoncelista Lyla (Keri Russel aka Felicity) se conheceram numa festa em Nova Iorque nos anos 90. Foi amor à primeira vista. Eles dormiram juntos e no dia seguinte por força alheia foram separados e nunca mais se viram. Algum tempo depois que Lyla descobriu que estava grávida ela sofre um acidente e vai parar no hospital, quando acorda seu pai diz que o bebê não sobreviveu. Mentira dele.
Onze anos depois Evan foge do orfanato decidido a encontrar seus pais. Evan é como Mozart, um gênio musical. O sopro do vento, um garfo raspando num prato, a buzina dos carros, as gargalhadas de um grupo de amigas....aos ouvidos de Evan tudo é música e é através dela que ele acredita que encontrará seus pais.
É um conto de fadas com príncipe, princesa, vilão e um órfão espertinho que parece ter sido tirado diretamente do romance Oliver Twist de Charles Dickens. Não é um filme preocupado em ser realista, nos primeiros minutos de filme o final já se mostra previsível mas o espectador sabe disso. Mesmo que só tenham se visto uma vez, percebe-se que a ligação entre Louis e Lyla é muito forte, é só uma questão de tempo até que os seus caminhos se cruzem. A história é um grande clichê, não há nada que nunca tenhamos visto antes, mas não é o que nunca vimos e sim o que nunca ouvimos que faz desse filme tão diferente.
Que se dane a improbabilidade da história, a trilha é tão cativante que você se deixa levar pela melodia. É maravilhoso ver a interação de Evan com cada som que ouve e a voz doce de Jonathan Rhys Meyers é um detalhe à parte. Destaque para a música This Time.
A trilha sonora do filme funciona como uma narração, é ela que amarra as pontas da história. Um momento marcante são as cenas intercaladas de Lyla e Louis. Ela toca um prelúdio de Bach no violoncelo e ele canta e toca rock, tudo em perfeita sintonia. O resultado da justaposição da música erudita com a popular é lindo e inesperado.
O que deixa um pouco a desejar é o final onde falta um desenvolvimento mais concreto. O filme nos deixa a ler entre as linhas, mas sendo da geração Final Feliz eu gostaria de ter visto uma cena mais Hollywoodiana com beijo, abraço, lágrima, etc.
É um filme sobre amor, sonhos e coincidências, certamente não é para todos os gostos. É para um público romântico que busca um filme emotivo e fantasioso, mas certamente não é um filme de mulherzinha. Vale a pena ver pela trilha sonora maravilhosa ou só para ficar babando pelo tudo-de-bom JRM!
“I believe in music the way that some people believe in fairy tales..”
O roqueiro Louis (Jonathan Rhys Meyers aka DEUS!) e a violoncelista Lyla (Keri Russel aka Felicity) se conheceram numa festa em Nova Iorque nos anos 90. Foi amor à primeira vista. Eles dormiram juntos e no dia seguinte por força alheia foram separados e nunca mais se viram. Algum tempo depois que Lyla descobriu que estava grávida ela sofre um acidente e vai parar no hospital, quando acorda seu pai diz que o bebê não sobreviveu. Mentira dele.
Onze anos depois Evan foge do orfanato decidido a encontrar seus pais. Evan é como Mozart, um gênio musical. O sopro do vento, um garfo raspando num prato, a buzina dos carros, as gargalhadas de um grupo de amigas....aos ouvidos de Evan tudo é música e é através dela que ele acredita que encontrará seus pais.
É um conto de fadas com príncipe, princesa, vilão e um órfão espertinho que parece ter sido tirado diretamente do romance Oliver Twist de Charles Dickens. Não é um filme preocupado em ser realista, nos primeiros minutos de filme o final já se mostra previsível mas o espectador sabe disso. Mesmo que só tenham se visto uma vez, percebe-se que a ligação entre Louis e Lyla é muito forte, é só uma questão de tempo até que os seus caminhos se cruzem. A história é um grande clichê, não há nada que nunca tenhamos visto antes, mas não é o que nunca vimos e sim o que nunca ouvimos que faz desse filme tão diferente.
Que se dane a improbabilidade da história, a trilha é tão cativante que você se deixa levar pela melodia. É maravilhoso ver a interação de Evan com cada som que ouve e a voz doce de Jonathan Rhys Meyers é um detalhe à parte. Destaque para a música This Time.
A trilha sonora do filme funciona como uma narração, é ela que amarra as pontas da história. Um momento marcante são as cenas intercaladas de Lyla e Louis. Ela toca um prelúdio de Bach no violoncelo e ele canta e toca rock, tudo em perfeita sintonia. O resultado da justaposição da música erudita com a popular é lindo e inesperado.
O que deixa um pouco a desejar é o final onde falta um desenvolvimento mais concreto. O filme nos deixa a ler entre as linhas, mas sendo da geração Final Feliz eu gostaria de ter visto uma cena mais Hollywoodiana com beijo, abraço, lágrima, etc.
É um filme sobre amor, sonhos e coincidências, certamente não é para todos os gostos. É para um público romântico que busca um filme emotivo e fantasioso, mas certamente não é um filme de mulherzinha. Vale a pena ver pela trilha sonora maravilhosa ou só para ficar babando pelo tudo-de-bom JRM!

"The music is all around you, all you have to do is listen."
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